5 práticas para promover o nosso bem-estar

Já estamos no segundo mês de 2020 e a pergunta que gostava de vos fazer é: que novos hábitos ou rotinas já implementaram neste novo ano? Propuseram-se a alguma coisa, com o início de 2020? Como vai isso? 🙂

Novos começos são sempre boas oportunidades para mudar ou implementar hábitos, o maior desafio é mesmo mantê-los. A vida acontece, os dias passam, as semanas atropelam-se e, de repente, sem sabermos bem como, 1/12 deste ano já passou. Também vos acontece?

No meio disto, nem sempre é fácil cuidarmos de nós, seja física, emocional ou mentalmente. Parar para respirar, fazer uma pausa no nosso dia. As desculpas começam “não tenho tempo”, “não gosto de ginásio”, “não tenho nenhum problema”. Em alturas mais críticas ou mais plenas, é indispensável cuidarmos de nós e da nossa saúde, a todos os níveis. Prevenção, acima de tudo!

Assim, trago-vos 5 práticas que reuni e que podemos implementar na nossa rotina nem que sejam 5 ou 10 minutos por dia, duas ou três vezes por semana. Pequenos passos também contam! E, tão ou mais importantes do que resoluções e metas desafiantes a que nos propomos, são as resoluções que nos levam a desacelerar, a conectarmo-nos mais connosco e a sermos mais felizes!

Journaling

Escrever é um óptimo exercício que pode ser incorporado numa prática diária de self-care, de manhã ou ao final do dia, antes de ir dormir, por exemplo. Não há regras fixas para o fazer; podemos fazer um resumo dos 3 aspectos melhores do nosso dia e aqueles que menos gostámos, por exemplo. Uma espécie de ‘diário de gratidão’, para nos focarmos mais em agradecer pelos aspectos positivos. Podemos escrever sobre situações particularmente difíceis como forma de ganhar perspectiva, ou simplesmente criar um espaço de reflexão, onde podemos organizar ideias e observar os nossos sentimentos e emoções. Algumas investigações sugerem, inclusivamente, que a prática de journaling tem um efeito positivo na nossa saúde e no nosso sistema imunitário. É, tal como qualquer prática de self-care, um acto altruísta. Quando somos pais/mães, é ainda mais importante não descurar o tempo e as oportunidades para cuidarmos de nós, porque somos a base da família. Aqui fica o artigo onde me inspirei e onde podem ler mais sobre esta prática.

Agradecer

De certa forma, esta pode também ser uma prática incorporada no journaling, por exemplo, mas não se esgota aí.

Também há várias investigações a correlacionar a gratidão com a felicidade. Pessoas que agradecem o que têm, o que lhes acontece, que se focam nos aspectos mais positivos do seu dia e da vida, tendem a ser mais felizes.

Existem muitas formas de tornar esta prática diária, seja num exercício individual de listarmos os aspectos positivos do nosso dia ou em família, por exemplo. Ensinar os nossos filhos a sentirem-se agradecidos – pelo que são, pelos que têm à sua volta, pelo mundo – é uma importante ferramenta.

Algumas ideias para implementar em família e com os nossos filhos:

  • fazer rondas à mesa (ao jantar, por exemplo) em que cada um diz uma coisa do seu dia pela qual agradece
  • escrever ou telefonar a alguém a agradecer alguma coisa que tenham feito por nós
  • na hora de ir para a cama, nomear aspectos do nosso corpo, mente ou coração que nos ajudaram nesse dia
  • relembrar situações divertidas e alegres e falar sobre as emoções e sentimentos

Meditar

Há práticas mais formais de meditar, existem até apps que podem ajudar, com meditações guiadas e para diferentes ocasiões.

Mas quem diz meditar, diz respirar fundo, beber um chá ou fazer uma pausa durante o dia. Algo que nos faça sentir bem e nos obrigue a parar e a perceber como estamos, o que estamos a sentir. Focarmo-nos na respiração por uns segundos pode ser suficiente. Beber uma chávena de chá em silêncio, logo de manhã. Acordar antes do resto da casa e fazer uns alongamentos, umas posturas de yoga ou uns minutos de meditação. São apenas alguns exemplos que podem fazer a diferença para o resto do dia.

Escolher uma intenção para o dia e viver de acordo com esse mote. Praticar algumas afirmações positivas ou ter um lema pessoal, porque não? Eu ensino um aos meus filhos e o mais velho já o repete várias vezes, em várias situações.

 

Exercício físico

Não é preciso citar os benefícios do exercício físico, todos sabemos a sua importância e o impacto que tem, tanto ao nível da saúde física como mental. Há muitas formas de incorporar algum exercício nos nossos dias e há tanta coisa que podemos fazer, o ideal é encontrarmos uma coisa que gostemos de fazer.

Todos os dias temos de nos deslocar. Ir a ou de bicicleta para o trabalho pode ser uma maneira simples de incorporar todos os dias algum exercício na nossa rotina diária. Sair à hora de almoço, fazer uma caminhada e apanhar sol (vitamina D). Há tantas alternativas ao ginásio, que basta investigar o que há perto de casa ou do trabalho e ir experimentar. Hot yoga, pilates, taekwondo? Boxe, ballet, kizomba? Há grupos de corrida para quem não quer ir sozinho e PTs que dão treinos ao ar livre, individuais ou em grupo.

 

Alimentação

Esta também não é novidade e é talvez a componente mais importante quando se trata de ter uma vida saudável. Comer bem e de forma equilibrada é meio caminho andado para nos sentirmos bem e com energia.

Evitar alimentos processados, comer de forma variada e diversificar os alimentos que ingerimos. Em casa, para mim, é fundamental planear. Não planear é meio caminho andado para fazer asneira.

Sobretudo em família e durante a semana, dá jeito ter as refeições planeadas e preparadas para optimizar o tempo ao final do dia. Para pensarmos numa alimentação equilibrada em casa, é necessário pensar ‘à semana’. Estipular quantos dias queremos comer carne/peixe e outros alimentos. Diversificar os vegetais, acompanhamentos, as sopas… Este planeamento também está relacionado com as idas ao supermercado. Para optimizar também tentamos ir só uma vez por semana, e fazemos as compras com base nas refeições que vamos fazer durante a semana.

Dei um exemplo de um menu semanal cá de casa no Slower e têm lá muitas outras ideias, de várias famílias.

 

Há muitas outras práticas de self-care que podemos incorporar na nossa vida. Ler, dormir (tão importante!), fazer acupuntura, desligar o telefone, tomar um banho demorado, fazer uma massagem, um jantar de amigos com um copo de vinho… vale tudo o que nos fizer sentir bem e vale, sobretudo, pormo-nos em primeiro lugar porque só quando estamos bem, conseguimos estar bem com os que estão à nossa volta!

 

 

Procurar ajuda, como coaching ou fazer psicoterapia pode ser também um caminho de melhorarmos o nosso bem-estar, a começar por dentro. Podem ler este artigo sobre a importância da psicoterapia.

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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