Chicago, o que fazer na cidade do vento

Food for Tough

Tanto o Museum of Contemporary Art (MAC), como o Art Institute of Chicago são incontornáveis numa visita a Chicago. O segundo é o segundo (passo a redundância) maior museu de arte do país, ultrapassado apenas pelo Moma em NY. São ambos espectaculares. Na verdade, não consigo dizer muito mais acerca deles. No primeiro vi das exposições de arte contemporânea mais interessantes de sempre e no segundo tanto a própria infraestrutura, como as exposições em si deixam-nos arrebatados.

Saindo no Art Institute, é uma óptima ideia caminhar pela ponte elevada que o liga directamente ao Millenium Park. Uma caminhada perfeita para fotografar os arranha céus e o Lago Michigan. No Millenium Park existe uma das atracões principais de Chicago, o Cloud Gate , mais conhecido por bean, devido à sua forma.

Depois de registadas todas estas atrações mais turistícas, é hora de alugar uma bicicleta (nós tivemos grátis no hotel), mas existem por toda a cidade e custam 3 dólares por cada 30 minutos, e dar uma volta ao lado do Lago. Aconselho a fazer a zona este até ao Planetário e daí aproveitar a vista imponente da cidade. Foi das coisas que mais gostámos de fazer.

Wicker Park

Este é um bairro residencial, a cerca de 15 minutos de comboio do centro (The Loop). As ruas são planas, a perder de vista, com relvados perfeitamente aparados, escolas e crianças a correrem felizes, parques infantis com todos os escorregas a que têm direito. Vale a pena pelo ambiente descontraído, pela caminhada pela antiga linha de comboio e dá vontade de nos mudarmos imediatamente para uma das casas com dois andares e tijolo vermelho.

O que fazer:    Caminhar pela antiga linha de comboio elevada//Percorrer algumas ruas do bairro e fotografar o máximo de casas possível

O que comer:  Café no Ipsento// “Chicken fried Chicken” and brown potatoes no Doves Luncheonette

Oak Park

Se gostam de arquitectura, esta é a cidade a visitar. Não há melhor contraste entre arranha céus, casas de dois andares de tijolo vermelho ou de madeira, alpendres, estruturas industriais convertidas em apartamentos, bares, restaurantes ou galerias de arte minimalistas. É uma diversidade super complexa, mas perfeitamente coerente, por mais estranho que pareça. Aqui está a casa onde Frank Lloyd Wright viveu e criou a sua família, um dos arquitectos mais famosos do país (foi ele que projectou o Guggenheim). Vale a pena conhecer a casa e a sua história, assim como todo o bairro. Apesar das ruas em si serem semelhantes a Wicker Park, este é um bairro elevado a outro nível. As casas são muito maiores, os espaços que as rodeiam também. A não perder as diferentes características de cada uma delas.

Campus da Universidade de Chicago

Se são fãs de Harry Potter, preparem-se para se sentirem a passear por Hogwarts. Sim, a zona mais antiga do campus é simplesmente de outro mundo. Fachadas cheias de história, vegetação por todo lado, espaço a perder de vista, exactamente como nos filmes. Apesar de não sermos alunos praticamente pudemos visitar todos os espaços, assim como entrar na biblioteca e deambular pelos átrios. As melhores faculdades para visitar são as de Anatomia e Zoologia.

West Loop

Esta é a zona a explorar. O antigo bairro industrial tem agora uma nova vida. Desde cafés super cool, galerias de arte, lojas e restaurantes deliciosos, é aqui que tudo acontece. Vale a pena andar pelas ruas a pé e sentir o ambiente:

O que fazer:    Visitar a galeria Kavi Gupta//Entrar no escritório do Field Notes

O que comer:  A tosta de abacate do The Allis//Chá de Jasmin e Donuts no Sawada//Sanduíche Mr.G no//Pizzas no Bunci//CheeseBurguer no Au Cheval

Chicago é uma cidade arrebatadora. Superou em muito todas as expectativas que tinha acerca dela. É uma cidade onde me vejo a viver, sem grande margem para dúvidas. A arte de mãos dadas com a natureza, as casas familiares e a arquitectura industrial, o comboio que chega a todo o lado, os arranha-céus que parecem fazer parte da paisagem desde sempre. E acima de tudo, o facto de ser tão despretensiosa.

Quem sabe, até um dia Chicago!

 

 

 

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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