Chicago, a cidade cinematográfica

Há muitos anos que queria conhecer Chicago. Nunca percebi a influência que a cidade exercia sobre mim. Talvez através de filmes, séries ou inspirações nas redes sociais. Mas a verdade é que sempre disse que era a minha cidade fetiche. No início deste ano, quando costumamos planear as nossas férias, estávamos longe de nos decidirmos pelos EUA. Primeiro ponderámos um destino de praia, depois passámos para o Médio Oriente, mas nenhum destino nos enchia as medidas. De repente a questão fez-se. E voltarmos aos EUA? Há cerca de cinco anos foi em pleno Central Park que o João me pediu em casamento e sempre dissemos que Nova Iorque é um destino para voltar quantas vezes nos apetecer. E assim, de um momento para o outro foi só juntar o útil ao agradável: Nova Iorque & Chicago. Uma combinação perfeita.

Com o aproximar da viagem comecei a auto-sabotagem, se assim se pode dizer. Afinal, tinha muito pouco conhecimento acerca de Chicago. Só meia dúzia de imagens, sabia que já tinha sido considerada a capital do crime nos EUA e ninguém que conhecia já lá tinha estado. Um tiro no escuro, portanto. Mas alguma coisa me continuava a puxar para lá.

Chegámos já de noite e a sensação foi arrebatadora. Senti-me imediatamente num filme. Afinal, é mesmo tudo real. O sotaque dos afro-americanos (que constituem mais de metade da população), os SUVs no meio do trânsito onde se ouve RAP, R&B ou Hip-Hop no volume máximo, os néons que anunciam espectáculos em todas as ruas, os arranha céus, o comboio “elevado” no meio das avenidas. Tudo é cinematográfico. Apetece-nos pegar num carro e fazer uma perseguição de alto risco, exactamente como nos filmes de acção.

Ficámos no Gray Hotel Chicago. Mesmo no The Loop, que é o centro da cidade. Mas não se deixem enganar. Apesar de tudo plano, Chicago é uma cidade gigante em que facilmente um percurso de um highlight para outro nos leva uma hora de caminhada. Mas é exactamente para isso que serve o The L, como é chamado ao comboio elevado no centro da cidade e que vai até aos arredores. Aliás, toda a cidade é centrada neste magnífico comboio. Uma estrutura elevada, mesmo no centro das principais avenidas, que permite que o transito automóvel continue por baixo. Arrebatador. Sinto que passei metade da viagem lá dentro, mas nunca me cansei de o filmar e fotografar. É cénico. Principalmente na caminhada que fizemos já era noite, em que atravessámos uma das oito pontes que ligam a cidade de um lado ao outro do rio, o contraste do comboio com as luzes dos arranha céus é maravilhoso.

Existem cartões tipo passe para 3 e 7 dias que valem a pena. É a melhor forma de transporte e chega a todos os sítios, mesmo nos arredores. Além disso passa de 4 em 4 minutos!

Para além da zona centro, The Loop e West Loop, onde estão situados os aranha-ceús à beira do Lago Michigan e o equivalente ao Meatpacking District de NY, existem outras áreas que merecem uma visita. Fomos até Wicker Park, um bairro residencial com casas modestas e crianças que corriam felizes de um lado para o outro. Oak Park, outro bairro residencial, mas onde o nível das casas nos mostrou um novo nível de vida e a casa mais conhecida de Chicago – a casa de Frank Lloyd Wright, um dos arquitectos mais talentosos do país. Para além disso ainda fomos até ao Campus da Universidade de Chicago, um mundo completamente à parte.

No próximo artigo vou levar-vos a conhecer a arte em Chicago, o Lago Michigan, Wicker Park, Oak Park e a Universidade de Chicago!

Quem vai ficar por aí?

 

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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  • Vivo em central Illinois, 2,5 horas a sul de Chicago, numa “college town” chamada Urbana. Adoro Chicago e adorei ver as suas fotos e os seus comentários (aqui e no Instagram). Onde ficou e que restaurantes mais gostou? Estou sempre em buscas de sítios novos!

    • Olá Paula! Que mensagem tão boa 🙂 Na próxima segunda sai o artigo com todas as zonas que visitámos e onde gostámos mais de ir, inclusive sítios para comer coisas deliciosas. Espero que goste! Beijinhos