5 viagens para fazer em família

Viajar em família é uma experiência única. Muitas vezes a logística, sobretudo se viajarmos com crianças ainda pequenas, pode parecer assustadora. Mas às vezes bastas descomplicar e, no fim, compensa. Viajar de mochila às costas, para o outro lado do mundo, ou simplesmente pegar no carro e ir. Trazemos 5 relatos de viagens para vos inspirar a pensar nas próximas férias em família, sobretudo com os mais pequenos incluídos!

 

Costa Rica

A Guga (quem ainda não conhece, pode segui-la aqui ou aqui, a sua marca de toucas lindas para bebés) já tem dois filhos e continua em grandes voos. Mas fez esta viagem quando ainda só tinham a Matilde, tinha ela apenas 1 ano. 

Porque é que escolheram Costa Rica para ir em família/porque recomendam para ir com crianças?

Na verdade primeiro vimos para onde queríamos ir sabendo que tinha de estar calor, que obrigatoriamente tinha de ter ondas para surf e claro, que os voos não fossem muito caros. Chegámos à Costa Rica e só depois entrou a variável de levar um bebé de 1 ano mas ao pôr no Google “kids in Costa Rica” rapidamente percebemos que não íamos ser os únicos.
Depois da inevitável pressão social de “são loucos” perguntamos à pediatra que só disse “boa viagem” e recomendou que a Mati levasse uma vacina.

Recomendo a Costa Rica para quem gosta de ir à praia e não precisa de um bar de apoio porque assim consegue mesmo aproveitar a natureza em pleno. Se houver um surfista ainda mais sentido faz. A água quente foi um sucesso com a Mati que logo ali perdeu qualquer medo do mar por ser tão convidativo.

O que acharam melhor/mais fácil?

As praias com pouca gente, água quente, o povo é muito simpático e é fácil de comunicar. É um país com poucos horários, a toda a hora se encontra de tudo, etc.
Recomendo ficar em Airbnb com cozinha para facilitar refeições, oferecem mais espaço do que um quarto de hotel (querendo ou não acabamos por usar mais a “casa” do que quando estamos só a dois). Também achei que ajudou o facto dela já comer de tudo e por isso não estarmos presos a papas/sopas e conseguirmos “safar” em qualquer restaurante.

O que acharam pior/mais difícil?

Na Costa Rica há uma parte de aventura nos vulcões etc que deve ser um máximo mas que tivemos de excluir do percurso logo à partida porque seria impossível com um bebé.
As estradas são péssimas, demoramos bastante tempo a ir de uma cidade para outra, são horas e horas de carro que podem ser difíceis.

Alguma outra dica preciosa para quem estiver a pensar ir, especialmente com miúdos?

Apostem em Santa Teresa. Tem praias paradisíacas, muitos restaurantes com muita pinta e muito fáceis de ir com miúdos. Ter um carro é essencial!

Há sempre quem ache que não vale a pena fazer este tipo de viagens com bebés porque não se vão lembrar. Não vou negar que de todos os animais diferentes que vimos o que mais chamava a atenção da Mati eram os cães na praia mas ter a mãe e o pai 100% disponíveis em modo férias, experimentar sabores diferentes e sentir e ver culturas e pessoas que fogem da rotina acaba sempre por ficar dentro deles e fazer parte de quem são e de quem somos como família. São memórias que ficam para todos, cada um à sua maneira.

Outra dica: keep it simple, os miúdos não precisam de luxos e mil atividades. O melhor que lhes podemos dar é a nossa inteira disponibilidade e sermos criativos. Neste caso, nesta viagem foi um alguidar que compramos à beira da estrada que na praia servia de piscina e a noite de banheira. Adorava!

 

Japão

A família da Joana também já aumentou, mas quando ainda era só a Ema, viajaram os três para o Japão. Um país com uma cultura totalmente diferente da nossa, mas muito baby friendly.

Aos 15 meses a Ema conheceu o seu terceiro continente! Aventurámo-nos os três – quatro se contarmos com o Tomé que já ia na barriga – rumo ao Japão, para uma viagem de 10 dias, para explorar Tóquio, Quioto e algumas cidades/templos vizinhos.

Porquê viajar com a Ema?

Confesso que nunca considerámos a hipótese de não viajar com a Ema, pelo menos nesta fase em que é tão pequenina. Assim, preferimos adaptar as viagens à Ema para que nos possa acompanhar. Uma vez li uma crónica que defendia que apesar das crianças não experienciarem as viagens da mesma forma que os adultos, e muitas vezes não as recordarem, elas experienciam a viagem à sua maneira, marcando o seu subconsciente; e de alguma forma acredito que estamos a gravar no seu ser uma ideia de cidadão do mundo. Espero que estas viagens ajudem a cultivar na Ema uma curiosidade e fascínio face a outros povos, e acima de tudo respeito e naturalidade em aceitar estilos de vida diferentes.

Porquê o Japão?

A viagem foi marcada um pouco por impulso com o objectivo de ser uma grande viagem antes da chegada do 4º elemento do clã.  Por isso juntámos os últimos dias de férias que nos restavam, e começámos a olhar para o mapa. Tivemos de optar por um destino que fosse seguro para viajar com crianças, com bons cuidados de saúde, e fácil de explorar, que fosse viável em pouco mais de uma semana (tendo mais dias recomendo vivamente que explorem o Japão em 3 semanas ou mais). De preferência gostamos de explorar sítios com uma grande diferença cultural.

Apesar de nunca ter estado na nossa lista de prioridades de viagem, tivemos vários amigos que tinham visitado o país nos últimos anos, e que cada um à sua maneira vieram encantados com o país, pela sua cultura, pessoas e natureza. Ficámos com o bichinho e vimos que cumpria muitos dos requisitos de viagem. Com a vantagem de ser possível visitar vários sítios a partir de duas grandes cidades devido à facilidade de transportes, o que para quem viaja com bebés faz muita diferença reduzir o número de trocas de hotéis.

Pontos altos

  • O excitamento: A Ema fica em “modo viagem” mal começamos a preparar as malas. A alegria contagiante com cada novidade é deliciosa! Seja o elevador do hotel, as escadas rolantes ou o metro cheio de gente, tudo a fascina. Este ponto faz com que tudo valha a pena 😊
  • A interação com pessoas: As pessoas interagem de forma diferente com as crianças. É incrível a quantidade de pessoas com quem interagimos nos transportes, na rua, nos restaurantes, etc. por causa da Ema, e por vezes é apenas linguagem não verbal quando não encontramos palavras em comum.
  • Observar a pequena exploradora
  • Criar vivências em família

 

Desafios

  • O voo: O voo de longa duração (aprox. 20h) é muito cansativo com uma criança. Optámos por fazer escala em Helsínquia para dividir melhor o total de horas de voo, e durante a escala deixámos a Ema correr no aeroporto e gastar o máximo de energias possível.
  • A logística da bagagem: Sendo o Japão um país com uma cultura e alimentação tão diferentes, foi importante otimizar a bagagem para levar comida (boiões de papa e fruta, papa láctea, leite em pó, snacks), e fraldas para a Ema. As nossas roupas foram o mínimo possível.
  • Indispensáveis de viagem: Comprámos um carrinho bengala PockIt, o mais compacto do mercado que foi essencial para transportar a Ema e poupar espaço nos quartos de hotel. Para o acesso a templos e áreas mais movimentadas optámos sempre pelo marsúpio.
  • Adaptar o ritmo de viagem: Face a quando viajávamos sozinhos tivemos de adaptar o ritmo de viagem, os dias acabam mais cedo e tendemos a diminuir o número de coisas a visitar, por exemplo fazer uma pausa no hotel antes do jantar é muitas vezes obrigatória.

 

Autocaravana

No Verão passado, a Catarina e o marido resolveram alugar uma autocaravana (com os quatro filhos) e partiram à aventura pelo nosso país incrível. Este ano tencionam repetir o plano, por isso a experiência só pode ter sido boa.

Quanto tempo durou a vossa aventura?

Alugámos uma autocaravana durante uma semana. Os dois primeiros dias foram de adaptação, lá dentro, a logística para arrancar uma saída, garantir e fazer check list de que estava tudo pronto para sair: gavetas e portas seladas, miúdos bem sentados e com os cintos, gás desligado, janelas fechadas, toldo recolhido, etc. Parecia quase o embarque de um avião (risos).

Quais foram os principais constragimentos/desafios?

Evitámos tomar banho nos primeiros dias porque sentíamos que o depósito de água não seria suficiente para cozinhar e higiene diária se um de nós tomasse banho. E de facto não era. Precisamos de apoio de parque de campismo e gostavamos de ter ficado mais livres.

Porque somos imensos, a nossa autocaravana era enorme, o que dificultava muito a entrada em algumas vilas para fazer compras ou estacionar em algumas praias.

O que guardam na memória?

Adorámos acordar em cima da praia, fugir para outros sitios quando o tempo estava mau. Essa mobilidade é liberdade foi incrível.

Os miúdos adoraram, sentimo-nos num autêntico filme, e se ao início parecia tudo mais complicado, no final ninguém queria largar a auto caravana 🙂

Onde alugaram a autocaravana?

MC rent.

 

Açores

Longe suficiente para termos de apanhar um avião e dar aquele sentimento de viajar para fora. Mas suficientemente perto para estarmos ainda no nosso país, a falar a nossa língua. Os Açores são um paraíso em termos de natureza e gastronomia. Há várias ilhas por onde escolher, conforme o que nos apetecer.

A Joana foi a São Miguel quando o Sebastião tinha apenas 7 meses e não podia ter corrido melhor.

É um destino onde não temos de nos preocupar porque a comida é óptima e encontramos boa carne e peixe em todo o lado. As pessoas são simpáticas, em geral os sítios estão preparados para crianças e para alugar carro basta apenas ter em atenção as cadeiras de bebé/criança.

O voo é curto, o que faz com que, mesmo que não corra tão bem, não seja um inferno.

O clima pode variar (mesmo no Verão, pode chover), mas as opções de programas são imensas.

Grécia

Foi a viagem que fizemos no Verão passado, tinha o Lourenço 2 anos (e uma Teresa na barriga, a menos de dois meses de nascer).

Não podia ter corrido melhor. Os voos, apesar das escalas, correram lindamente (podem ver aqui algumas das nossas dicas para viajar grávida, com bebés e crianças).

Depois lá, as pessoas foram sempre muito simpáticas, a comida é óptima e fácil para as crianças, as praias também óptimas para eles (podem ver aqui o nosso itinerário e o detalhe de casa ilha – Naxos, Paros e Folegandros).

Sempre que alugámos carro havia cadeiras de criança. Os restaurantes estavam sempre preparados para crianças e levámos um carrinho bengala, para passear com ele por todo o lado (já andava bastante a pé mas às vezes estava cansado e preferia ir no carrinho).

halki

 

Boas viagens!

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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