Irlanda, entre o verde e o mar

Há muito que a Irlanda fazia parte da nossa lista de destinos onde gostávamos de ir. Por um motivo ou por outro, já tinha ficado várias vezes para trás mas, desta vez, foi o destino escolhido para uma semana a três. Um país pequeno mas com muita história, cultura, paisagens incríveis e pessoas simpáticas.

Inicialmente a ideia era irmos os quatro, mas depressa percebemos que seria melhor deixarmos a Teresa, com 6 meses. Ao início custou-me a ideia, mas nós também já tínhamos passado pela experiência de viajar sem o Lourenço, quando ele tinha 9 meses e tinha corrido tudo bem. Nesta fase, em que o sono ainda não estava estabilizado, em que precisava das suas rotinas, em que estava em plena fase de começar a comer e em que íamos passar muitas horas no carro, ir sem ela foi claramente a melhor decisão.

O Lourenço gosta de viajar, acho que já lhe conseguimos pegar o bichinho. Adora aviões e andar neles e porta-se lindamente, portanto esta parte é fácil. Depois, adapta-se bastante bem à mudança de rotina e acho que gostou muito deste tempo em que teve os Pais novamente só para ele e em que fomos só os três durante uns dias. Soube bem a todos, na verdade. Claro que houve umas birras e amuos (o modo ‘requintado’ da birra, tal qual adolescente) pelo meio, não estivesse ele a viver em pleno os seus terrible two, mas o balanço geral foi bastante positivo, com muitas memórias boas e momentos que guardamos para sempre.

O tempo, nos primeiros dias, não esteve muito agradável. Chegámos num dia à noite a Dublin e, mal aterrámos, percebemos o frio que estava. Tínhamos o dia seguinte para conhecer a cidade, mas estava tanto frio, chuva e vento, que naquela manhã só me apetecia refugiar-me num café quentinho e por lá ficar. E foi mais ou menos o que fizemos. Embora não tenha dado para conhecer muito bem, deu para perceber que Dublin é uma cidade muito family friendly. É relativamente pequena, por isso pode-se passear bastante a pé e tem imensas opções de programas indoor, perfeitas para os dias de mau tempo. Muitos museus, uma antiga prisão que se pode visitar, a fábrica da Guiness que acho que é uma experiência muito gira – muitas coisas que não deram para encaixar todas num dia.

De manhã, acabámos por ir visitar o Trinity College e a sua emblemática biblioteca antiga, muito estilo Harry Potter. Da parte da tarde fomos ao Museu de História Natural, muito engraçado porque tinha imensos animais (até girafas e baleias) num espaço bastante pequeno e apertado. Claro que o Lourenço adorou.

Jantámos num pub muito agradável (L. Mulligan Grocer), super cozy, com um ambiente giro e óptima comida! Ficámos no Hotel 7, um boutique hotel a 10 minutos do centro, super confortável e com um pequeno almoço delicioso e muito completo.

No dia seguinte, alugámos um carro e partimos numa aventura de cinco dias para conhecer a parte sudoeste da ilha. O percurso era ambicioso e envolvia muitos quilómetros. Ao todo, cerca de 1500. Mas fez-se bem, entre viagens mais curtas, com algumas paragens, e viagens mais longas, normalmente depois do almoço, para conciliar com a sesta do Lourenço. 

 

 

Dicas práticas

A Irlanda é um país muito acolhedor, no geral. Viajar é fácil e com crianças também. Todos os sítios onde fomos estavam sempre preparados para receber o Lourenço. Restaurantes, hotéis, museus e até os parques infantis, que eram espectaculares.

As fichas de electricidade são do tipo G/230V, por isso convém levar adaptadores.

Alugámos carro online, antes de ir, para garantir que tínhamos o que queríamos quando chegássemos. Pedimos uma cadeira para o Lourenço (pagámos um extra) e correu tudo muito bem.

Levamos sempre o cartão europeu de saúde, sobretudo para quem viaja com crianças é importante e gratuito (pede-se online no site da Segurança Social).

O tempo na Irlanda é melhor durante o Verão, mas na Primavera ou no Outono também se pode ter sorte. Nós fomos em Abril e tivemos dois dias mais cinzentos e com chuva, mas o resto sempre com sol e mais agradável. Convém levar sempre qualquer coisa para a chuva.

 

 

O roteiro da nossa roadtrip fica para outro artigo, para este não se tornar demasiado longo.

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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