Dar vida a uma parede

Desde que viemos para esta casa já muitas coisas mudaram relativamente ao que encontrámos de início. É uma casa de família, dos anos 80, que precisou de um boost de vida assim que chegámos. Mas o que é uma mais valia, também é um problema, porque a casa não é só nossa e não podemos alterá-la demasiado. Outra questão é o facto de, a médio prazo, querermos voltar a viver em Lisboa, pelo que esta não é a casa da nossa vida.

Mas viver nela implica viver bem e se há coisa que valorizo imenso é o conforto e o bom gosto. Quando se juntam, criam a receita perfeita. Quando entramos em casa devemos sentir-nos bem, confortáveis, no nosso porto de abrigo, rodeados das coisas que mais gostamos. A casa deve reflectir aquilo que somos. Mais organizados, caóticos, fluídos, desapegados, criativos, entre muitas outras coisas.

Apesar de termos feito algumas obras pequenas e alterações imediatamente quando chegámos, há coisas que passados 6 anos já não me dizem nada. Quem tem “alma de decorador” percebe o que estou a dizer. Não é uma questão de alterar a casa toda sempre que surge uma nova moda, mas trata-se de ir adaptando a coisas que vamos gostando, porque nós próprios também vamos mudando. Evoluímos, alteramos os nossos gostos, adaptamos estilos de vida. E isso é bom. E a casa deve acompanhá-lo. Faz bem ir mudando as coisas de sítio, destralhar, limpar, organizar, dar espaço a coisas novas e livrarmo-nos de coisas mais antigas. Deixar a energia renovar, para ficar um ambiente mais fresco e tranquilo.

Para quem não sabe, aderi ao movimento #28diasadestralhar da minha amiga Cláudia Ganhão ,durante o mês de Fevereiro, e foi um abrir de olhos gigante. Comecei a olhar para tudo e a analisar se aquelas coisas todas me traziam felicidade. Muitas não. E, por isso, saíram de casa. Depois comecei a perceber que precisava de coisas novas e já tinha uma ideia na cabeça há algum tempo, pelo  que comecei a investigar se seria possível concretizá-la.

Quando fizemos a House Tour da talentosa Maria Matos, fiquei apaixonada pelas prateleiras rústicas de madeira que a Maria tem num cantinho da sala. Namorei aquela ideia durante meses e no início deste ano tomei a decisão de avançar com ela. Tinha uma parede na sala que estava muito “nua”, nunca soube bem o que devia fazer-lhe, mesmo ao lado do sofá. E quando vi a casa da Maria, fez-se luz!

Por sorte, tinha acabado de conhecer a dupla João e Catarina, YSProjectDesign, eles adoraram a ideia, e começámos logo a trabalhar juntos. Primeiro escolhi a tinta, acabei por me decidir pela Suculent Green da CIN, para a parede ficar com uma base mais “acolhedora” e porque toda a sala é branca e tem muita luz. Achei que ia dar alguma textura.

Depois fui a um armazém de madeiras e encomendei prateleiras em pinho, bruto, sem serem tratadas, apenas à medida. E pedi igualmente para me cortarem as poleias que iam servir de suporte. Antes da YSProjectDesign chegar, passei um tratamento para “bichos” nas prateleiras e não lhes fiz mais nada. Se um dia quiser ainda posso envernizá-las, por exemplo, mas agora queria vê-las mesmo assim, em bruto.

A minha grande questão era o facto de as prateleiras aguentarem o peso dos livros que lá ia colocar porque a parede ainda é bastante larga, mas a Catarina e o João descansaram-me em relação a esse facto ao colocarem uma das poleias a meio da prateleira. Assim não existe qualquer problema.

Sou suspeita mas ficou exactamente como queria! Ficaram maravilhosamente enquadradas, com aquele toque ar “tosco” que era o que eu procurava, simples, bonitas, leves e acima de tudo funcionais. Servem para arrumação dos livros que tirei do escritório (e que brevemente também vai sofrer um makeover) e ainda são o apoio ideal para quando estamos no sofá.

O melhor de tudo é que foi uma renovação super low cost, só para ficarem com uma ideia:

  • tinta CIN – aproximadamente 20€
  • 5 prateleiras + poleias – 36€

A colocação das prateleiras foi uma oferta da YSProjectDesign. Muito obrigada Catarina e João! Conseguiram concretizar um dos meus sonhos!

Se estiverem a pensar em algo do género, falem connosco, lançámos o nosso novo serviço de Home Stanging que também é um serviço para a vossa casa 🙂

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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