7 momentos para um casamento saudável

AMAR quer dizer ACEITAR. Aceitar a outra pessoa tal como ela é, com tudo o que traz consigo (o carácter, o temperamento, a maneira de pensar, as virtudes, as depressões, o tom de voz, a forma de rir, a doença, os medos e complexos).  Aceitar o seu passado e a sua história. Temos também de aceitar que a outra pessoa não vai ser sempre do mesmo modo, tal como nós. Amar á também aceitar essa mudança e não dizer ” esta não é a pessoa com quem me casei”. AMAR quer dizer ACREDITAR. Ter fé no outro. Ser fiel. Confiar que o outro se poderá superar e ter muita caridade na relação. AMAR quer dizer PARTILHAR. Tudo é matéria de partilha: alegrias, tristezas, saúde, doença, trabalho, tempos livres, sonhos, desejos e expectativas, medos e ansiedades. Só é verdadeiramente dos dois quando é partilhado.

Depois do momento para recordar a vossa história, hoje propomos a reflexão individual e em casal de mais 2 momentos:

Matrimónio, onde estás?

Objectivos

Criar consciência acerca do tipo de matrimónio que queremos construir e de quais as bases em que assenta o nosso encontro

Assumir 3 chaves de uma vida em relação: aceitar, acreditar, partilhar

Proposta

Na história da nossa relação houve momentos em que dissemos um ao outro “amo-te”, momentos de muita intimidade e profundidade, onde havia a possibilidade dos dois mundos interiores se poderem encontrar. Estes momentos obrigam-nos à nossa total entrega. Mas também já tivemos oportunidade de experimentar que o amor nem sempre é consonante com o êxtase emotivo anteriormente expresso, descobrindo realidades nem sempre coincidentes com emoções positivas ou de sintonia.

Traduzam de forma simples e prática a expressão “amo-te”. O que significa para vocês?

Como a podem exprimir no dia a dia?

Como podem tornar as palavras coerentes com os actos?

Que gestos têm para simbolizar o quanto apreciam o outro?

O que é que vos custou mais a aceitar no outro?

Manipulam o outro para fazer e pensar coisas ao vosso modo?

Da mesma maneira que não aceitam coisas no outro, também não aceitam em vocês próprios. O que vos custa mais a aceitar em vocês?

As palavras azedas que atiramos ao outro são reveladoras da nossa saturação da sua pessoa? Ou da desmotivação na relação? Ou de não acreditar que o outro pode evoluir?

Os nossos amuos, silêncios, tristezas, são sinónimos de falta de fé na outra pessoa? Se são, porque tomamos estas atitudes? 

Quais os assuntos que nos custam partilhar? 

Quando o outro partilha escuto-o com o coração? Ou tenho sempre uma opinião sobre o assunto?

Como podemos melhorar a partilha? O que estou disposta a fazer nesse sentido?

Que família somos?

Objectivos

Fazer o diagnóstico da família que somos na realidade

Tomar consciência dos eventuais equívocos entre a família que somos e a que gostaríamos de ser

Explicitar e confrontar a forma como cada um dos dois está em família

Proposta

Que marcas positivas recebemos da nossa família de origem?

Que temos aprendido delas e o que queremos transmitir?

Quais as principais aspirações da nossa família?

De que forma passamos tempo juntos?

O que nos inspira e faz voltar ao caminho quando nos desviamos do que nos propusemos?

Como falamos das coisas da vida quotidiana?

Como valorizamos e decidimos os assuntos?

Conversamos sobre a gestão do orçamento familiar?

Que empenho existe para continuar a seduzir o outro?

Que resistências encontro, em mim e no outro, em comunicar desejos e limitações na sexualidade do casal? Falamos abertamente sobre isso?

O que fazemos na família que contribua expressamente para melhorar o mundo?

Como gerimos as fragilidades dos membros da família?

Como temos vivido e partilhado os momentos de maior dor e adversidade?

Como nos vêm de fora?

Quem vem, sente-se acolhido?

 

Tirem algum tempo para responderem a estas questões individualmente. Escrevam. Depois analisem em conjunto as respostas dos dois e PARTILHEM este momento de reflexão. Analisem o que está menos bem, proponham e definam metas palpáveis para tornar a vossa família mais unida, mais comunicativa, mais aberta à comunidade. Como um núcleo forte.

 

 

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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