Exercício da Felicidade, pela Joana Limão

É difícil pensar na Joana e não associar o seu sorriso constante. É este sorriso e esta luz que traz sempre com ela que nos faz perceber que estamos perante uma pessoa capaz de mudar o mundo. E mudar o mundo não está apenas nas mãos dos grandes líderes ou governantes. Mudar o mundo começa por mudarmo-nos primeiro. Olharmos para dentro de nós, analisarmos com calma e percebermos o que pode ser diferente. Seja aos poucos ou de repente. Porque se não conseguimos mudar o que nos rodeia e as coisas que nos acontecem, podemos de certeza melhorar a forma como reagimos a estes. E isso sim, é a base da verdadeira mudança. 

A Joana já foi uma pessoa como todos nós. Negativa, preocupada com tudo a todo o instante, com poucos cuidados com a alimentação e a viver em stress. Vamos perceber como a Joana mudou o mundo dela e, consequentemente, pode mudar o nosso também:

Joana, conta-nos um bocadinho como era a Joana do “antes”

Antes era muito mais negativa, medrosa e insegura. A vida acontecia à minha volta, ia passando e eu lá estava, quieta, à espera que alguma coisa mudasse, sem sequer saber muito bem o quê. A Joana do “antes” continua a existir, mas confortada pela Joana do “agora” e portanto muito mais positiva, calma e confiante.

O que te fez perceber que alguma coisa não estava bem?

Sou muito inspirada pela minha melhor amiga de sempre, muitas vezes ela nem sabe e este é um desses casos. A Mariana gosta de ver a vida cor-de-rosa, de se focar no positivo. Eu achava que ela era irrealista, ingénua e infantil até experimentar fazer o mesmo, viver mais alegre e a ver as coisas boas da vida. Foi a melhor coisa que fiz e muitas vezes lhe agradeço, em surdina, porque foi inspirada por ela que comecei a viver outra Vida com mais significado e muito mais feliz.

Como começaste o “exercício da felicidade”? Começaste por pequenos gestos e pensamentos ou mudaste o teu dia a dia de forma radical?

Estava a trabalhar num restaurante, já sabia que queria trabalhar noutro ambiente mas ainda não podia sair. A Joana do “agora” já estava a ganhar consciência e, em vez de ir trabalhar triste e irritada por não ser o trabalho que queria, decidi por um sorriso na cara a caminho do trabalho e animar-me até lá chegar. Fiquei surpreendida com a diferença que isso fez naquela situação em particular e comecei a aplicar este exercício tão simples em muitos momentos da minha vida. Durante a fila do supermercado, quando deixo cair um monte de papeis ao chão, quando recebo uma notícia menos boa ou sempre que estou irritada sem razão. Basta um sorriso, mesmo que falso, para nos trazer um sorriso verdadeiro e uma sensação de conforto completamente nova.

O que trouxe mais para a tua vida este exercício?

Este exercício trouxe-me, acima de tudo, perspectiva. Ver a vida por outra lente. Ajudou-me a ver que, se há maneira de sorrir, há maneira de estar agradecida, e permitiu-me ver estas coisas com mais clareza. Penso que a alimentação e o cuidar de mim estão noutra “caixa” que se complementa muito bem: a do amor por nós mesmos. Hoje em dia sei que este exercício me ajuda a cuidar melhor de mim e faço-o por amor, claro.

Continuas a ter de “forçar” o exercício da felicidade ou já acontece naturalmente?

É-me muito natural mas há alturas em que só mesmo forçado!! Não deixo de me permitir estar triste e viver essa tristeza ou algum outro sentimento “mau”. É importante senti-los. Mas faço questão de não me demorar muito aí. Há alturas em que quase que me irrito comigo mesma por ainda ter lata de sorrir em determinada situação. No entanto, muda tudo quando sinto a mudança de perspectiva que falava acima: será que é assim tão importante ficar chateada ou triste por esta situação? Onde está a parte boa? O que é que posso aprender com isto? São tudo questões que me surgem quando olho para as coisas com um sorriso.

Tudo na tua vida mudou. A alimentação, o amor próprio, a forma como praticas o bem estar do planeta. Que dicas podes dar-nos nesse sentido?

Acho mesmo que muda tudo quando olhamos para a vida e para nós com outros olhos, com olhos de amor.  Dou o melhor ao meu corpo porque gosto verdadeiramente dele, sou gentil para o planeta porque quero conservar o lugar onde vivo tão bem, procuro compreender a minha família e os meus amigos porque gosto que me respeitem e compreendam nas minhas escolhas também. Penso que a melhor e maior dica é mesmo essa, olhar a Vida com outros olhos e cultivar esse olhar durante toda a vida.

Podemos continuar a seguir o incrível trabalho da Joana no seu bonito Please Consider e a sermos inspirados através do seu Instagram.

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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