Naxos, a primeira ilha da nossa odisseia grega


Chegámos a Naxos no final do primeiro de viagem, depois de três voos. Como já tinha referido aqui, optámos por voar directamente de Atenas para as ilhas, por ser mais rápido do que ir de barco.

Ficámos instalados na zona de Agios Prokopios, a dois minutos da praia. Optámos por ficar aqui porque quando estávamos a pesquisar para marcar, vimos que era uma zona suficientemente afastada da zona supostamente mais concorrida (Agios Georgios), mas ainda assim perto da Chora.

Naxos é a maior ilha das Cíclades, com um interior montanhoso e uma costa com longas praias de areia branca, ideais para crianças. A Chora (o ‘centro’ ou principal vila das ilhas) ficava a 15 minutos de autocarro do sítio onde ficámos. A sul, vários sítios com praias igualmente boas: Agia Anna, Plaka, Maragas, Mikri Vigla.

Em Agosto há algum vento nestas ilhas, o que faz com que algumas praias sejam procuradas pelos praticantes de kite e windsurf. De qualquer forma, o vento aqui nunca chegava a ser desagradável e as noites também tinham sempre uma temperatura ideal.

Fomos sem grandes planos, porque sabíamos que, viajando com um miúdo de dois anos e estando eu já consideravelmente grávida, o ritmo iria ser, naturalmente, um pouco mais calmo. A revista do avião trazia algumas coisas sobre Naxos e sobre Atenas, levava algumas dicas que fui apanhando aqui ou ali pela internet e tínhamos apenas como requisitos fazer praia, comer bem, descansar e conhecer sítios novos.

grécia

Há um autocarro que percorre este lado da ilha, desde a Chora até Mikri Vigla. Tem um preço fixo por viagem (1,80€) e foi o que utilizámos sempre para ir para outras praias e para ir à Chora. 

As praias nesta zona seguem-se ao longo de vários quilómetros. Areia branca e águas turquesa com uma temperatura ideal, sem ondas. O Lourenço adorou e foi aqui que se aventurou pelas primeiras vezes a ‘nadar’ sozinho, só com braçadeiras. São quase todas organizadas, com palhotas e espreguiçadeiras e bares/restaurantes de praia. Num dos dias fomos para a zona da Plaka, onde fica o Tortuga, um restaurante bem simpático em cima da praia.

A Chora tem uma parte antiga muito engraçada, com as típicas casas caiadas de branco e ruas estreitas e desembocar em praças com esplanadas coloridas. Não vale de muito ir com um mapa porque as ruas e ruelas tornam-se labirínticas. Mas vale a pena explorar e ir indo ao sabor de onde nos leva a intuição, a música que se vai ouvindo aqui e ali, ou o burburinho de fundo que vem de uma esplanada mais animada. A parte mais antiga, o Kastro, também vale a pena ser explorada. Depois de um passeio e da subida, a recompensa chega em forma líquida no 1739, um rooftop ideal para beber um copo ao final do dia.

Para ver o pôr do sol, é obrigatório subir ao templo de Apollo, onde se pode assistir ao sol a cair no mar e, olhando para trás, à Chora com a bonita luz da golden hour – uma das minhas vistas preferidas em Naxos. Antes ou depois da subida, vale a pena parar no bar que fica mesmo por baixo do templo, e ficar simplesmente a ver o mar e a observar as pessoas que por ali mergulham ao final do dia e ficam a conversar dentro de água.

chora

Num dos dias, alugámos um carro para conhecer o interior da ilha. Foi um dos meus passeios preferidos nesta viagem. As estradas fazem-se bem e as distâncias não são muito longas. Partimos de manhã e a nossa primeira paragem foi Halki, uma pequena vila muito pitoresca no meio das montanhas, seguida de Filoti, com recantos também cheios de pinta. Fomos almoçar a Apiranthos, outra vila que adorei, conhecida pelo mármore. Ainda nesse dia, descobrimos a praia de Alyko, no sul, mais selvagem do que as outras onde tínhamos estado, mas com um mar igualmente de sonho.

halki

Foram quatro dias relaxados mas cheios de programas, em que fizemos muita praia e vários passeios. Deu para ficar com uma ideia da ilha e foi um óptimo início para a nossa viagem, mas fiquei com a sensação de que tínhamos programas para mais uma semana. Ficaram por explorar o norte e mais praias do outro lado da ilha. Também se podem fazer passeios de barco e ir a outras ilhas próximas de Naxos.

Correu tudo melhor do que alguma vez imaginámos, daí ter voltado ainda com mais vontade e certezas de que queremos viajar, sempre que pudermos, em família.

 

Praias

Agios Prokopios – onde ficámos, zona tranquila, com alguns restaurantes e coisas básicas (supermercado, cafés, ATM, aluguer de carros, farmácia) e bom para aparnhar autocarro para ir até à Chora (15 min) ou para outras praias mais a sul.

Agia Anna – praia a sul de Agios Prokopios, não chegámos a fazer praia propriamente aqui, mas esta zona desta costa é toda bastante semelhante, com um areal extenso, restaurantes em cima da praia e muitas zonas organizadas com espreguiçadeiras.

Plaka e Maragas – fizemos praia na zona mais a sul da Plaka, mas todos os sítios por onde passámos até lá me pareceram bastante bem!

Mikri Vigla – procurada pelos praticantes de kitesurf – não sei se todo o ano, mas pelo menos nesta altura há bastante vento.

Alyko – praia mais ‘selvagem’, não organizada, sem apoios de praia – adorámos!

 

Restaurantes

Tortuga beach bar – na zona da Plaka, restaurante também com serviço e zona de camas na praia

Gianoulis – taverna típica, onde jantámos na primeira noite, com comida óptima (Agios Prokopios)

Taverna Lefteris – onde almoçámos em Apiranthos

1739 cafe – rooftop no Kastro, na Chora – bom para ir beber um copo ao final do dia

Doukato – mesmo no centro (Chora), com um pátio muito acolhedor, óptimo para jantar

Apostolis – muito animado, cheio de famílias, bom para jantar (Chora)

Labyrinth – wine bar/restaurante com um jardim muito agradável (Chora)

 

A não perder

Chora, o centro e as ruazinhas cheias de charme

O pôr do sol no templo de Apollo, seguido de um copo no bar que fica por baixo, mesmo sobre o mar

As vilas da montanha – Halki, Filoti e Apiranthos

As praias de areia branca e mar cristalino, das mais organizadas às mais selvagens

As saladas gregas e as moussakas!

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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