Quioto, os templos perdidos nas montanhas

Quioto é uma cidade perdida nas montanhas do Japão. Genuína, com um ritmo mais brando que Tóquio, tem outra leveza. Os templos são milhares, existem para todos os gostos, mas a natureza está mais que presente em tudo. Parques a perder de vista, verde em tudo o que os olhos tocam, jardins de traça japonesa em que tudo está perfeitamente alinhado. Uma magia diferente de todos os sítios que já visitei, aqui pode-se abrandar e apreciar com calma tudo o que nos envolve.

 

Estivemos 5 dias por lá. Visitámos muitos templos, sentámo-nos a relaxar sobre o calor infernal desta altura do ano em diversos ryokans, bebemos chá, estivemos perdidos nos nossos pensamentos. Quioto convida à reflexão e ao slow living. Absorver tudo naquele exacto momento, sem mais preocupações e distracções, simplesmente estar.

 

O que mais me marcou nestes dias foram os templos Fushimi Inari e Kurama-dera. O templo Fushimi Inari é dedicado ao deus do arroz (Inari) e pressupõe uma subida de 2km pela montanha. Todo o caminho é assinalado por torii, que foram doados por famílias ao deus, para a prosperidade nos negócios. Devido ao jet-lag conseguimos chegar bem cedo, antes da confusão dos turistas e do calor abrasador. Mesmo assim foi uma subida difícil, com muitas paragens, muita sede pelo meio e muitos sentimentos de gratidão, a que aquela caminhada convida.

O templo de Kuramadera foi uma subida cheia de percalços. Estava praticamente vazio mas fomos na manhã em que aquela zona do Japão foi atingida pelo tufão. A meio da subida chovia torrencialmente e estava muito muito vento, pelo que fomos obrigados a desistir e a voltar para trás. Ficámos encharcados, quase não fotografei com receio do que pudesse acontecer à máquina e ainda estivemos meia hora sozinhos, no meio da montanha, abrigados do temporal numa mini cabana. Mas tudo acabou bem e decidimos dali ir tomar um banho quente ao onsen que ficava ali perto. Que experiência maravilhosa!

 

O que visitámos em Kyoto:

Templo Fushimi- Inari

Templo Kinkanju

Templo Kuramadera

Templo Murin-an

Templo Shoren-in

Onsen Kuramadera

Mercado Nishiki

Palácio Imperial

Floresta de Bambu

Phisolopher’s Path

Onde comemos:

Shinpuku Saikan Honten – noodles

Honke Daiichi Asahi – ramen

Niomon Uden – noodles

Hafuu Honten – kobe beef (a melhor refeição de toda a viagem! aquele bife é mesmo o melhor do mundo)

Monk – uma refeição muito especial, mais contemporânea, serviço impecável (peçam para ficar ao balcão, aliás aconselho sempre ficar ao balcão em qualquer um dos restaurantes que o possibilitem) e a comida em forno de lenha era, simplesmente, divinal!

Onde dormimos:

Hyatt Regency Kyoto

 

O Japão foi tudo o que esperávamos e muito mais. Um cultura tão diferente, uma língua tão estranha, uma magia de outro mundo. Fica a vontade de voltar com menos calor, para outras zonas mais remotas, mais perdidas no meio de toda aquela natureza. Uma ilha povoada de gente, verde e uma gastronomia deliciosa.

Dicas

  • Levar sempre dinheiro com vocês (os ATM são poucos e quase sempre só aceitam dinheiro)
  • Alugar um pocket wireless à chegada ao aeroporto (foi crucial na viagem, para nos localizarmos e planearmos tudo, porque não existem indicações em inglês)
  • Preparar os dias com alguma antecedência (porque tudo fica a uma distância considerável)
  • Desfrutar com calma dos templos e dos parques, são as recordações que levamos das viagens
A NOSSA EXPERIÊNCIA EM TÓQUIO ESTÁ AQUI.

 

 

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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