O que levar no avião

Detesto andar de avião. Desde que me lembro que a parte de escolher voos e pensar em tudo o que seja mais de duas horas de viagem dentro de uma lata com asas me traz algum desconforto. Não é pelo medo de voar ou do risco de cair, mas sim pelo desconforto de estar tantas horas num banco duro, num espaço pequeno, com imensa gente à minha volta quase a invadir o meu espaço pessoal e a comida péssima servida durante os voos. A baixa humidade e pressão diferentes causam situações catastróficas no nosso organismo: pele seca, assim como a boca, nariz, garganta e olhos; gases; inchaço nas pernas e nas mãos, entre outras coisas.

Comecei então a minha busca para minimizar estes sintomas e tentar restaurar ao máximo o equilíbrio do meu corpo num ambiente tão desfavorável.

Hidratação do organismo– esta é a causa principal de desconforto num voo de longa duração. Estima-se que num voo superior a 8h a perda de água do organismo seja à volta de 1 litro. Para combater esta consequência devemos beber 2 copos de água por hora. Apesar de a água estar sempre disponível durante o voo, o mais fácil é comprar antes de embarcar para estar sempre perto de nós e não haver desculpas na hora de beber mais um copo.

Pele hidratada – devemos levar connosco creme hidratante, água termal em spray, batom do cieiro ou mesmo máscaras hidratantes faciais. Devemos ir aplicando várias vezes durante a viagem para contribuir para a hidratação do orgão mais importante do nosso corpo – aquele que nos protege do mundo exterior. Esquecer a maquilhagem, apenas serve para entupir os poros! E se usam lentes de contacto, o melhor é optar pelos óculos para não ressequir os olhos ainda mais.

Exercício – ninguém tem espaço para correr 5km nem fazer abdominais, mas devemos levantar-nos a cada duas horas no máximo. Mesmo sentados é importante mexer mãos, braços, pernas, pés e pescoço, assim como ir alongando para prevenir os inchaços e dormência. Este vídeo resume o que devemos fazer.

Roupa confortável – já lá vão as viagens em que vestia calças de ganga e sapatos apertados. Bastou-me fazer uma de 8h horas para perceber que não há nada mais desconfortável do que roupa apertada e que nos marca o corpo. Agora opto sempre por levar fato de treino, sim, fato de treino (principalmente em voos que são durante a noite). Calças de algodão, largas, cintura ajustável, t-shirt simples sem aplicações e casaco por cima ou sweather e ténis. Simples, confortável, perfeito para dormir umas horas e em qualquer posição.

Kit higiene – levo sempre um mini kit com escova de dentes, pasta, água micelar, escova para o cabelo, elástico, batom do cieiro e creme hidratante. É importante manter uma boa higiene dentária porque o açúcar presente em alguma comida e o ambiente seco promovem a proliferação de bactérias. Comigo vai igualmente uma muda de roupa completa caso aconteça alguma coisa durante o voo ou a mala não chegue ao destino (já me aconteceu algumas vezes e essa muda de roupa salvou-me a vida durante o tempo que estive à espera da mala)

Comida saudável – é difícil levar toda a comida para um voo de 12 horas, mas podemos levar alguns snacks que concerteza são mais saudáveis que os servidos no avião. Já referi a importância da água mas também não devemos descurar a comida. A fruta é o alimento preferencial, as mais fáceis de transportar são: maçãs, pêras, pêssegos, laranjas, tangerinas, ameixas e alperces. Já lavadas, algumas podem comer-se com casca. Bolachas caseiras, estas são ligeiramente salgadas e deliciosas.Também podemos levar barras de cereais, estas são algumas opções saudáveis que se fazem num instante. Ou bolinhas doces, como estas. Alguns legumes frescos, como tomate cherry ou cenoura em palitos. Por último, sandes feitas em casa. Com ingredientes simples, mais acessíveis e com ingredientes de melhor qualidade do que as que se compram nos aeroportos ou são servidas pela companhia aérea.

 

E vocês? Como sobrevivem a voos de longa duração? Partilhem dicas connosco!

 

Photo by Ross Parmly on Unsplash

 

Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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