Noites de Verão

Uma esplanada gira, com bom ambiente e vista para o rio, para os finais de tarde e noites quentes de Verão.

E também para aproveitar as noites de Verão, que tal um cinema ao ar livre? É a proposta do Ciné Society, com uma agenda cheia até ao final do Verão, no Topo Chiado, em Lisboa, e no Hotal Baía, em Cascais. Há filmes para todos os gostos, desde clássicos como o Grease até aos vencedores de Óscares, como The Shape of Water ou Call me by your name.

Um documentário muito, muito interessante que explora como as experiências desde o nascimento influenciam o desenvolvimento das crianças. Vi-o pela primeira vez quando estava grávida do Lourenço e estou com vontade de revê-lo agora. O documentário explora as realidades diferentes no que toca ao desenvolvimento das crianças, recolhendo testemunhos de pais, famílias e especialistas à volta do mundo.

Um novo teatro está a nascer na Calçada da Ajuda, para crianças e jovens. Abriu no início de Junho e a programação até ao final de Julho é gratuita, mediante o levantamento dos bilhetes na hora anterior ao início dos espectáculos.

 

“Queremos um mundo onde as crianças se continuem a sujar enquanto aprendem. Um mundo que as deixe contar pelos dedos e falar pelos cotovelos. Onde tenham tinta nos dedos e chapinhem na lama ou brinquem à chuva. Porque um mundo de crianças uniformizadas e atiladas é uma milícia de assustados e nunca um vendaval com que se ama o futuro.

Queremos um mundo onde as crianças corram e corram, e brinquem na rua! E onde esfolem os joelhos, pelo menos, todas as semanas. E onde se magoem, claro. Para que os pais façam de mágicos, a seguir, quando acolhem uma dor e a sossegam com o furor de um só beijinho.

Queremos um mundo de crianças que corram riscos! Pelo menos, um ou outro, dos mais pequenos, de vez em quando. Um mundo onde as crianças entendam que um risco serve para olhar o medo de olhos nos olhos e para desafiar a sensação, desconfortável, de ser pequenino.

Queremos um mundo de crianças que não sejam nem exemplares nem adultos em miniatura. E que tenham, de entre todas as habilidades que orgulham os pais, o imenso talento de serem crianças: com a cabeça no ar, a vista na ponta dos dedos e com língua de perguntador. Um mundo onde as crianças sejam só crianças.”

do livro Querida Mãe, de Eduardo Sá

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Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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