Liberdade Positiva vs Liberdade Negativa

Teremos nós a noção de que podemos ser livres? Quantas vezes já se fizeram a pergunta em que momento me sinto totalmente livre? As respostas devem ser bastante variáveis. Provavelmente alguns de nós sentem-se livres quando não têm nada para fazer, outros quando estão a relaxar ao pôr do sol durante as férias e alguns quando ao fim do dia se esticam no sofá, com a casa toda em silêncio. Mas de certeza que existem algumas pessoas que se sentem livres a representar uma peça de teatro ou enquanto fazem mergulho no alto mar.

Ao compararmos as diferentes respostas damos conta de duas realidades distintas: a liberdade negativa e a liberdade positiva. A primeira consiste na ausência de coisas para fazer e a segunda surge quando fazemos uma escolha e nos dedicamos a ela completamente. A liberdade positiva move-nos, dedicamo-nos a qualquer coisa, fazemos algo que queremos mesmo fazer.

A verdadeira questão é qual das liberdades queremos na nossa vida?

Pessoalmente, quero mais liberdade positiva na minha vida. Quero sentir-me dedicada a alguma coisa. Quero sentir vontade de fazer mais coisas e menos obrigação de ter fazer outras. Mas como posso fazê-lo, para além de comer gelado e fotografar a natureza? Esta sim, é uma questão difícil.

Penso que, primeiro que tudo, a questão que nos devemos colocar é como sabemos que o que fazemos é mesmo o que queremos fazer?

Através de alguma pesquisa parece que a resposta é simples: o que fazemos dá-nos ou retira-nos energia? Se nos dá energia, significa que é onde está o nosso coração, a nossa vontade.

A dificuldade reside no facto de equilibrar as duas liberdades no dia-a-dia. Uma conversa com um amigo sobre cerâmica pode parecer banal, mas se nos traz energia e bem-estar, é para manter. No entanto, se nos consome tempo e energia, então é para descartar.

A chave para distinguir as duas liberdades resume-se a uma pequena lista: as coisas que não conseguimos deixar de fazer e, dessas coisas, as que não nos custam energia nenhuma. Depois, devemos pegar nas que estão em ambas as listas e dedicarmo-nos mais a elas. Todos os dias. Implementá-las mais nos nossos horários confusos e deixarmos que sejam elas a guiar-nos.

 

 

Texto adaptado do artigo “how to discover what you truly want” by Catelijne Elzes, na Flow Magazine , Issue 22
Photo by Brooke Cagle on Unsplash

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Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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