Quantos filhos gostariam de ter?

filhos

Tenho amigas que sempre sonharam ser mães. Não me lembro de, em criança, ter esse desejo presente de ser mãe ou de ter x filhos. Simplesmente foi uma coisa que foi surgindo e, quando fez sentido (e com muita sorte), aconteceu.

Antes de ser mãe, pensava que três era o meu “número ideal”. Se tudo corresse como planeado, eu gostava de ter três filhos. Mas a verdade é que a vida encarrega-se de nos trocar as voltas e de nos mostrar rapidamente que não controlamos nem podemos planear tudo.

Porque pode não ser fácil engravidar, porque há coisas que se metem pelo meio, porque os casais se separam e pode já não faz sentido ter filhos sem o outro, porque pode não surgir a pessoa certa no momento certo, porque os três podem vir de uma vez, mesmo para quem nunca tinha pensado ter três, porque é tão válido querer ter filhos como não querer, porque… A verdade é que, correndo tudo “bem” ou como planeado, a vida muda depois do primeiro filho (experiência própria) e nem imagino depois do segundo ou do terceiro.

Por isso, se antes do primeiro dizia de “ânimo leve” que gostava de ter três filhos, hoje em dia faço as ressalvas todas. Continuo a gostar da ideia de ter três, mas pensando racionalmente não sei como me vou sentir depois de ter o segundo, não sei como é que a nossa vida vai mudar, e não sei até que ponto o nosso equilíbrio familiar – a todos os níveis – se vai ressentir.

Neste momento, posso dizer que temos uma vida óptima com um filho. Já está numa idade cada vez mais independente, é fácil estar só com ele, podemos deixá-lo facilmente com alguém para fazer os nossos programas e não dependemos muito de ajudas nem de terceiros para fazer a nossa vida normal. Vejo muitas vantagens em ter só um filho, pelo menos durante um tempo. Mas também vejo as vantagens de ter mais, sendo uma das principais a relação que se constrói entre irmãos.

Passados ali os primeiros seis meses, que para nós foram intensos e de poucas horas de sono, tudo começou a voltar lentamente ao lugar e conseguimos atingir um novo equilíbrio familiar. Mais um filho vem necessariamente destabilizar tudo e causar novamente um desequilíbrio – até voltarmos a encontrar a nossa harmonia. E é aqui que não sei até que ponto pode ser mais difícil voltar a este estado, que é tão bom e tão saudável. Por isso, hoje em dia, mais consciente de todos os ses e porques, penso e digo que gostava muito de ter mais um, depois logo se vê.

 

E vocês? Sempre souberam quantos filhos queriam ter? Foi fácil ou difícil? Mudaram de opinião a “meio caminho”? Quais as vantagens e desvantagens das diferenças de idades? Arrependeram-se de alguma decisão?

Contem-nos, gostávamos de saber as histórias de quem está desse lado 🙂

E, já agora, uma partilha interessante sobre a decisão de ter só um filho.

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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