Sri Lanka, uma ilha tropical cheia de palmeiras

Já passou um ano desde que fizemos esta viagem ao Sri Lanka. E que viagem!

Percorremos as paisagens mais bonitas de comboio, vimos sítios incríveis, fizemos um safari, encontrámos muitos elefantes, leopardos e outros tantos animais (mas eu adoro mesmo é elefantes!), comemos os melhores caris e tivemos praia, com direito a relaxar à sombra das palmeiras, sob o risco de nos cair um côco na cabeça.

Isto tudo sem pressas, sempre a passar e a ficar em sítios com muita onda e com gente simpática sempre pronta para ajudar.

sri lanka

Voos e reservas

Fomos só 10 dias, por isso não deu para fazer nem ver tudo o que queríamos (nunca dá!).

Escolhemos um itinerário, marcámos quase tudo antes de ir (para depois não perder muito tempo) e posso dizer que aproveitámos muito bem.

Voámos pela Emirates, com escala no Dubai, que na altura foi a viagem que encontrámos mais em conta.

Marcámos tudo por nós. Usámos o Lonely Planet para ajudar a planear tudo e levámos connosco o guia, que é o que usamos quase sempre porque adoro a maneira como é escrito e os sítios que recomendam. Nisto ainda sou ‘old school’ e gosto de ter o guia em papel sempre à mão, para ir lendo, fazendo anotações e dobrando os cantos das páginas.

Fizemos alguma pesquisa, procurámos sítios para ficar e reservámos quase tudo através do booking (dica: não ficamos sempre em sítios xpto, mas procuramos sempre que tenham boas pontuações – mais de 8.5 – mesmo que sejam mais modestos e tem-nos corrido sempre bem!)

Quando fazemos este tipo de viagens, preferimos não arriscar e comprar um seguro de viagem. Costumamos fazer o da World Nomads, super simples e tudo online (felizmente nunca foi preciso activar, mas é muito bom).

O nosso itinerário

Aterrámos em Colombo, passámos lá meio dia e à tarde apanhámos logo o comboio para Kandy, uma viagem que durou cerca de 3 horas (os comboios são bons e tranquilos – nada a ver com a Índia, por exemplo).

Chegados a Kandy, apanhámos um tuk tuk para o nosso ‘apartamento’. Nestes países, este género de coisas tem de ser sempre negociado. Embora não os tenha achado muito chatos, há que fazer algum finca pé para baixar o preço.

Kandy é a capital cultural, fica num vale no meio de muita vegetação e tem uma mística que nos faz sentir bem.

Ficámos duas noites e depois de Kandy fomos de comboio para Ella. Uma viagem de 7 horas mas que vale muito muito a pena, até porque é uma das mais bonitas do mundo. Paisagens incríveis, pelo meio de plantações de chá a perder de vista, entre vales e montanhas, muito verde e muito ar puro.

Em Ella ficámos mais duas noites. Depois arranjámos, através do hotel, um carro com motorista para nos levar até ao hotel onde íamos ficar, perto do Yala National Park, com o objetivo de ir fazer um safari no dia seguinte.

Do que tínhamos lido antes de ir, esta é uma das melhores formas de viajar no Sri Lanka. Há até quem faça toda a viagem com um carro com motorista. No nosso caso, queríamos fazer alguns percursos de comboio e só andámos de carro mesmo quando não havia essa opção disponível (não há comboio de Ella para sul, para onde queríamos ir, e as viagens de autocarro também pareciam complicadas).

Reservámos sem dúvida o melhor para o fim e nas últimas 3 noites ficámos em Talpe, no sul, num hotel estilo villa em que o nosso quarto (enorme) dava para um páteo ao ar livre que por sua vez ia dar à piscina, mesmo em cima do mar.

Foram os dias mais relaxantes da viagem. Mas nem por isso ficámos de papo para o ar, porque havia muito para explorar e conhecer. Alugámos uma mota e andámos de cabelo ao vento ao sabor do que nos apetecia, a percorrer a costa e parando em algumas praias.

Fiquei apaixonada por Galle, uma cidade histórica cheia de charme, com edifícios coloniais, ruas bonitas com lojas e restaurantes cheios de pinta.

 

Highlights: os sítios a não perder

Colombo

Passear pelas ruazinhas do Pettah Market

Visitar o Old Dutch Hospital

Beber um café no Black Cat

Almoçar no Cafe Kumbuk

 

Kandy

Passear à volta do lago

Visitar o Temple of the Tooth

Passar uma manhã nos jardins botânicos

Jantar no restaurante do Empire hotel

Ir beber um copo ao Royal bar ou ao Slightly chilled (nós tivemos azar e apanhámos ambos fechados porque era Poya, um dia sagrado budista em que é feriado e não se pode beber)

 

Ella

Subir ao Little Adam’s Peak

Beber um sumo, fazer uma massagem ou ficar no 98 Acres Hotel, com uma vista espectacular para a Ella Rock

Jantar no Cafe Crave, Chill Cafe ou Dream cafe

Passear a pé pelo centro e ir à Nine Arches Bridge, ver o comboio passar

 

Yala National Park

Fazer um Safari (fizemos com o Chamara do Ceylon Safari e recomendo)

Ficar no Thaulle Resort e aproveitar também o spa

 

Sul – praias

Passar a manhã na praia de Hiriketiya

Fazer yoga no Sri Yoga Shala em Unawatuna

Encontrar uma sombra e ficar a ler um livro na praia de Goyambokka

Ir à Madiha beach e comer qualquer coisa na Doctor’s House

Aprender a fazer surf em Kabalana beach

Passear na Wijaya beach

Ir beber um copo ao final do dia ao Hotel Tri

Almoçar no Ceylon Sliders

Ir jantar ao Owl and the pussycat

 

Galle

Almoçar no Poonie’s kitchen

Beber um café ou um sumo no Pedlar’s Inn Cafe

Jantar no Church Street social

Passear pelas ruas cheias de charme, com lojinhas e imensos sítios para explorar

 

Se tiverem alguma sugestão, mais dicas para partilhar ou alguma questão, não hesitem em deixar-nos um comentário 🙂

Escrito por: Francisca

Alfacinha e fã assumida da sua cidade. Nasceu e cresceu em Lisboa e embora adore sair e viajar, gosta sempre de voltar. Gosta de dias de sol, flores campestres, coisas imperfeitas e mergulhos no mar. Ler mais.

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    • Olá Maria!
      Em Kandy e Ella ficámos em guesthouses e depois ficámos no Thaulle Resort (perto do Yala National Park) e no Apa Villa Talpe, no sul. Em Ella o 98 Acres Resort (que menciono no artigo) parecia muito bom! E no sul foi sem dúvida onde me pareceu haver mais opções. Também fomos ao Hotel Tri e parecia incrível.
      um beijinho 🙂