Uma casa cheia de luz e um limoeiro no jardim

Quando entramos nesta casa, ficamos imediatamente com vontade de ficar para jantar. A Maria tem um estilo muito effortless cool e faz-nos sentir logo à vontade. É esta atitude descontraída que também tem com os filhos, o António, de 4 anos, e a Vera, com quase 2. Vê-se que é uma pessoa prática e que gosta de descomplicar. A casa transmite isso mesmo – um bom feeling.

O pé direito alto, as paredes brancas e a luz abundante na sala contrastam com apontamentos de cor e vida que estão presentes na decoração.

house tour 1

A Maria e o Nuno compraram esta casa há cerca de dois anos e investiram bastante na sua transformação. Era uma casa com imenso potencial mas que não tinha nada a ver com o que é hoje em dia. Além de ser luminosa e ampla, ainda se torna mais espaçosa porque está simples e minimalista.

Vêem o investimento na casa como um projecto a longo prazo, porque querem pensar em todos os pormenores da decoração com calma e ir construindo aos poucos, como fizer mais sentido ao longo do tempo. Com muito espaço exterior, uma das próximas ideias é apostar em arranjar a área do jardim e uma zona dedicada aos miúdos.

O projecto de reabilitação contou com o apoio do atelier de arquitectos ODD, da empresa RPEngenharia e da June, na área da decoração.

Conversámos com a Maria para saber mais algumas coisas sobre a forma como esta família de quatro vive esta bonita casa.

Como descreverias o estilo de decoração da vossa casa?

Confesso que não consigo definir bem um estilo na casa. É essencialmente uma conjunção de materiais, acabamentos e peças que gosto. Desde o mármore tipicamente português ao microcimento mais industrial, tentei que vivessem todos no mesmo espaço de uma forma harmoniosa.

Não queria nada muito “datado” ou pouco acolhedor. De certa forma acho que posso dizer que é essencialmente prática (e ao mesmo tempo cosy – espero!) e isso talvez seja a melhor “definição” dela.

Onde vais buscar inspiração para a decoração da casa?

Sou designer gráfica e trabalho com imagem todos os dias. Sinto que tenho algum à vontade para perceber o que gosto e o que não faz o meu género.

Neste caso específico o Pinterest foi o meu melhor amigo porque fui lá buscar grande parte da minha inspiração. Ajudou também ter umas primas com uma das lojas mais bonitas de Lisboa, a June, e que me deram óptimos conselhos sempre que necessário.

Que conselhos darias a quem está a pensar recuperar uma casa antiga?

Comigo resultou ter muita confiança na equipa que escolhi e saber bem o que queria.

Ver muitas referências é de facto essencial, assim como perceber como as coisas se podem adaptar ao nosso espaço, estilo e budget.

Tive também sorte porque encontrei uma casa que em termos estruturais só precisava de alguns afinamentos, a obra foi quase “um lavar a cara” porque incidiu principalmente na renovação com novos materiais e acabamentos.

Existe algum objecto que seja especial para ti?

O meu estilo eclético (ou o meu não-estilo) faz com que seleccione duas peças completamente distintas. Uma é a secretária que era do consultório da minha avó, não só por ser linda como por todo o simbolismo que ela representa.

A outra são os três candeeiros da June sobre a bancada da cozinha (quase que fiz esta bancada só para os ter em minha casa!). Acho-os lindos e não há ninguém que entre cá e não os comente!

Como é que decidiste que os teus filhos iam partilhar o mesmo quarto?

Dormi com o meu irmão no mesmo quarto até aos 8 anos e até hoje tenho uma boa recordação disso. Para além disso, a tipologia da casa fez com que nos fizesse sentido ficar assim por uns tempos. Dois quartos em cima para dormir, dois quartos em baixo (um de brinquedos, outro de visitas). Daqui a uns anos, a ideia é virmos cá para baixo e eles ficarem cada um com o seu quarto.

De que forma é que vivem a vossa casa?

De uma forma muito saudável. Sinto que desde que nos mudámos a nossa qualidade de vida melhorou significativamente.

Ter jardim é maravilhoso pois não há a obrigação de sairmos de casa para eles “arejarem”. Acabamos por tirar partido de uma forma muito tranquila (ainda por cima quando se tem um filho completamente de “rua” que adora bolas, skates e bicicletas). No entanto, o inverno consegue também ser óptimo e a casa “agarra-nos” de tal maneira que conseguimos passar fins-de-semana inteiros sem apetecer sair.

Socialmente a casa também proporciona momentos óptimos! Sempre gostámos de receber amigos e família e agora mais ainda. Assim que vem um raio de sol aproveitamos logo a pérgola e no inverno temos esta cozinha aberta que ajuda muito à socialização (não há aquele contraste/quebra entre quem cozinha e quem está a “curtir/aproveitar” o jantar).

 

 

Um obrigada muito especial à Maria e à sua família querida por nos terem aberto a porta da sua casa. Foi um enorme privilégio para nós e não podíamos ter ‘inaugurado’ melhor esta rubrica de house tours.

Escrito por: Francisca e Joana

Somos a Joana e a Francisca, alinhamo-nos na simplicidade das coisas e complementamo-nos nas diferenças do dia-a-dia. Queremos partilhar o que nos inspira e o que nos leva a ser mais felizes. Acreditamos que esta partilha tem também o poder de inspirar o mundo a fazer o mesmo. Ler mais.

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