7 formas de alcançar o hygge

Meik Wiking, autor do livro, estuda o que faz as pessoas felizes, no Happiness Research Institute, na Dinamarca. Não é por acaso que os dinamarqueses são considerados o povo mais feliz do mundo há alguns anos. Por isso, Meik decidiu tentar perceber o segredo desta felicidade, deste bem-estar e chegou a uma lista de pormenores que fazem toda a diferença se pretendemos alcançar o hygge na nossa vida:

a luz

Acender velas, ter uma iluminação difusa em casa, quente e acolhedora, fugindo às luzes brancas e estáticas, é o início de uma casa feliz e confortável. Os candeeiros de tecto devem ser abolidos e devemos enaltecer as luzes de canto ou os pequenos candeeiros de pé, assim com três ou quatro velas acesas. 

o convívio

Nós portugueses gostamos muito de nos reunir à volta da mesa para partilharmos uma refeição. É rara a vez em que não se convidem amigos à hora das refeições para nos visitarem, mas o hygge eleva este conceito. E se em vez de convidarmos os amigos para comer, porque não convidá-los para cozinhar? O tempo passado entre tachos e panelas, enquanto se degusta um copo de vinho traz sempre memórias à conversa, ao mesmo tempo que outras memórias são criadas. Na verdade o que interessa é receber amigos, sair com a família, passear, desde que envolva os nossos entes queridos. Não nos devemos isolar, porque as boas recordações e os bons momentos são sempre feitos de partilha.

a comida e a bebida

Que outra sensação mais confortável temos do que quando comemos alguma coisa que nos reconforta o corpo e a alma? Seja uma canja da avó, um chá quente num dia de chuva, um assado que demorou três horas no forno, mas que se desfaz na boca. Somos o que comemos, e apesar de muitas vezes estes pequenos prazeres não serem assim tão saudáveis, é no equilíbrio que está o nosso bem estar. Portanto vamos deliciar-nos com um bolo de chocolate e um chá quente e amanhã voltamos aos palitos de cenoura.

a roupa

Sim, parece estranho mas não é. Aquelas calças que estão demasiado justas, a camisola que pica ligeiramente no pescoço, os sapatos muito altos. Tudo isto é tolerável, mas não devia ser. O nosso corpo merece peças de qualidade, confortáveis, que não o apertem e que sejam fiéis ao nosso gosto. Não é por acaso que a maior parte de nós tem aquelas calças ou aquela camisola que veste quando mais ninguém está a ver e estamos apenas por casa ao fim de semana. Vamos tentar trazer esse conceito para as peças do dia a dia, com um bocadinho mais de estilo mas que se adaptem ao nosso trabalho.

a casa

Um cantinho em casa apenas nosso, com um candeeiro de pé, perto de uma janela, de uma estante, com um cadeirão confortável, livros ou música, e velas claro! Acender a lareira nos dias de chuva, mantas e almofadas no sofá, cerâmicas bonitas, móveis de madeira para uma sensação tátil mais rústica, trazer a natureza para dentro de casa com plantas ou flores, tudo isto faz-nos mais felizes.

o hygge lá fora

Passear à beira mar, enterrar os pés na areia, deitar na relva, jogar às escondidas com os miúdos no parque, caminhadas no meio da natureza, ver as estrelas, mergulhos no mar, exposições inspiradoras, apanhar sol. Sentimo-nos sempre melhores quando saímos e respiramos ar puro, quando vemos outras pessoas, quando somos invadidos pelo aroma das flores na primavera.

hygge todo o ano

Seja inverno ou verão, há sempre como tornar os nossos dias mais hygge. No inverno com a lareira, as velas, o chá, o aroma a bolo acabado de fazer, os livros e os amigos para jantar. Na primavera as caminhadas no parque, os primeiros passeios à beira mar, no verão os mergulhos os gelados, os jogos de tabuleiro nas noites quentes de verão com amigos, no outono tornar a casa mais acolhedora e as maratonas de filmes.

Vamos abraçar este conceito de bem estar o ano todo. Não nos podemos esquecer que a felicidade é muito subjectiva, cada um de nós saberá melhor que ninguém o que lhe traz o conforto que precisa. Seja o que for, faça mais disso, e com os amigos e a família de preferência.

 

O livro do HYGGE

Meik Wiking

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Escrito por: Joana

Joana. Casada com o João. Mãe do Sebastião. Mãe emprestada de uma Teckel, a Sushi, e de um gato rafeirão, o Tozé. Vive em frente ao mar e adora o campo. Quer alcançar o significado da palavra devagar. Viver devagar, saborear cada segundo e cada detalhe. Ler mais.

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